Eu, Santa Sara e o Povo Cigano

Dia 24 de Maio, comemora-se Dia de Santa Sara Kali, a mais venerada santa para os ciganos.

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Muitas pessoas, ciganos ou não, independente de religião, louvam Santa Sara e o Povo Cigano neste dia.

Umbandistas, alguns candonblecistas,  ciganos, esotéricos, inclusive pessoas que não adotam religião alguma, mas nutrem forte admiração por esta energia, ou já obtiveram grandes graças. Uns louvam para fazer pedidos dos mais diversos, dentre eles emprego, dinheiro, saúde, gravidez, prosperidade, guarda, proteção, outros, além dos pedidos, para agradecer e dar prosseguimento a compromissos assumidos com a Espiritualidade, com as entidades ciganas que à Terra vêm cumprir sua missão junto a seus pupilos. São aquelas pessoas que em um determinado momento da vida encontram essas entidades espirituais, são preparadas e iniciam seus trabalhos, sua ciência junto a eles aqui neste plano físico.

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Vale ressaltar que essas entidades em nada tem a ver com as entidades de Umbanda chamadas Pomba Giras (bombojiras), exus que têm seu importante papel dentro de casas de culto e alguns adeptos de religiões de matrizes africanas, com a função de guardar, defender, proteger, dentre outras coisas, as porteiras dos Terreiros, Centros de Umbanda e os caminhos de quem tem essas entidades como guias e guardiães. Existe sim bombojira Cigana, que é um Exu catiço, isso pode, mas não implica que uma entidade cigana seja exu. Sua forma de culto é completamente diferente. Há sacerdotes que fazem o culto dessas energias em conjunto mas eu discordo, minha opinião claro.

Cada um tem sua história de vida com as entidades ciganas, sua experiência, mas posso falar da minha.

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Sanssouci Schloss, Deutschland

 

Há 21 anos, portanto, no ano de 1996, por ter um grande apreço e admiração pelos ciganos, comprei uma boneca (que tenho até hoje) e montei um altar cigano, simples, com o que eu sentia que deveria ter. Orava, confiava, pedia.

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Oito anos depois, em 2004, estava eu em uma papelaria e loja esotérica que ainda existe, em um shopping de minha terra natal, Manaus,    vendo incensos e pretendia escolher um, quando ao meu lado avistei uma senhora perfumada, bonita, expressões firmes,  simpática. Achei que era alguma cigana contratada pela loja para atender os clientes, ou algo similar.

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De meio sorriso, dirigiu-se à mim e aconselhou-me: - Leve o incenso “x”

Eu pensei: – Mas quem é ela para se intrometer no meu gosto?, Eu levo o incenso que quiser.

Ela redarguiu: – Não precisa responder assim, leve-o! Estou te dizendo.

Eu, óbvio, achando estranho aquela mulher que leu meus pensamentos, comecei a perceber que ninguém a via, e identifiquei algo “no ar”. Agradeci e continuei olhando maravilhado com os cristais, incensos, essências, oráculos, percebendo que neste mesmo tempo, ela sumiu por dentre as prateleiras da loja.

O que fiz com o incenso recomendado? comprei claro !

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Chegando em minha casa, fui ao meu quarto, acendi o incenso, senti uma satisfação acima do normal, uma alegria equilibrada, porém muito forte e perdi a consciência.

Quando recobrei os sentidos, minha mãe, que estava presente, transmitiu-me os recados, do compromisso que eu tinha com entidades ciganas, com a cartomancia e que era ela quem iria liderar a condução desta minha profissão.

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Deu mais algumas orientações para o ritual da “Mesa Cigana” que eu iniciaria no ano seguinte (2005), onde louvo, agradeço e faço meus pedidos às entidades ciganas com que trabalho.

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De lá para cá trago esse compromisso com essas entidades amigas, irmãs, companheiras. A maioria das práticas que realizo aprendi com as próprias entidades, agregados a práticas mágicas adquiridas ao longo da minha vida. O ritual da “Mesa Cigana” é simples e movimentador de vigorosas energias, muito mais do que imaginava logo no início.

Muito tenho aprendido, pessoas encontrei e que foram colocadas no meu caminho, inclusive um querido cigano, encarnado, que muito me ensinou. Perdi contato mas trago ele em minhas lembranças e sempre gratidão.

2017, doze anos de Mesa Cigana e parece que foi ontem !

É um contato pessoal onde cada um percebe de maneira peculiar e essa troca de carinho, dessa amizade se expressa em muitos momentos de nossas vidas
Gostaria de compartilhar um vídeo que assisti há muitos anos e expressa, para mim, a excelência da energia, da Vida, da alegria que pulsa na dança que tanto amo e em especial hoje a dança cigana. A artista e dançarina é Kátia Senatori . Na época fiz questão de deixar uma mensagem de tão emocionado que fiquei e hoje, assistindo novamente, não fugiu à regra ! Que esta alegria chegue até você !
Que este dia, onde muitos se movimentam louvando Santa Sara e uma grande legião de entidades espirituais, proporcione as devidas benesses, a fim de atender às nossas necessidades físicas e espirituais, onde mais verdadeiramente necessitarmos.

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foto: Búzios-RJ. Tato Cunha

Thie Aves Thiatlô Lom, Manrô Tai Sunkai !

Que você seja abençoado com o sal, com o pão e com o ouro !

atualizado em: 20/05/2017

A Torre da Destruição-Ressignificando a Vida

Interessantíssimo texto sobre o “desengajamento objetivo”. Tudo a ver com o processo libertador proposto pelo ARCANO 16 – A TORRE. 
É preciso viver este arcano em muitos momentos, muitos ciclos de nossas vidas, como experiência  que nos enseja crescimento pessoal.
Muitas vezes é preciso que algo destrua-se a fim de renovar, e dói…como dói…
Ainda que doa, assuste, ela liberta, traz novas oportunidades de entender a nossa própria vida, mas perceber essa mensagem do universo é opção pessoal, o sim e o não dependerá de cada um de nós.
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O raio, uma força que sobrepuja as nossas, que fulmina a torre, esta se parte, quebra sem volta ! Homens caem, como aqueles que temos guardados dentro de nós, em quartos que deixamos com porta cerradas, mas que na destruição de todo o edifício que mantemos muitas vezes por medo, se rompem. Os homens caem ao solo em um choque que promove transformação.

A vegetação verde e viva no chão sinalizam o renascer que surge após a quebra total, vida nova!

 

Arcano A Torre – Burdel

Muitas vezes pessoas se tornam amargas na vida futura por sonhos mal pensados e focos, metas alimentadas erroneamente. O texto fala das mais velhas, mas é notório um número grande de jovens amargos perante si mesmo e consequentemente perante a vida.

 

The Tower – The Golden Tarot

 

fonte: Conversando con el ser uno

“Desengajar para estabelecer novas metas e não para ficar sem objetivos”, essa é a proposta.

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Senti esse texto como que um convite a REssignificar nossos anseios pessoais, libertando-nos de nossas próprias algemas.
Vale muito ler!

Nunca desista dos seus sonhos

” Muitos de nós crescemos ouvindo apresentadores de TV, cantores, personagens de programas infantis e toda espécie de espalhadores profissionais de clichês repetindo à exaustão o mantra: “nunca desista dos seus sonhos”. Há variações, como “persiga os seus objetivos até o fim” ou “tenha fé, que um dia você vai chegar lá”.  Como sempre, sabemos que a intenção é boa – e é importante receber encorajamento desse tipo. Mas é preciso ser racional e equilibrado. Não queremos destruir o sonho de ninguém, mas a ciência nos insta a dizer: nem sempre você vai alcançar os seus objetivos e é preciso aceitar isso. Senão, corre o risco de se tornar um velhinho ranzinza e amargurado.

Séries e filmes vivem explorando a figura do velhinho ranzinza, como Shit my Dad Says e Up. Personagens assim fazem sucesso e parecem divertidos na cultura pop, mas vamos combinar que ninguém curte se imaginar virando um desses na vida real. A amargura na idade avançada não é um comportamento normal que acontece com todo mundo, e sim um indício de depressão. Um estudo da Universidade de Colúmbia Britânica feito pelos psicólogos Erin Dunne e Carsten Wrosch sugere que, no geral, uma das principais causas do mau-humor é essa coisa de perseguir incansavelmente um objetivo que você nunca será capaz de alcançar.

A boa notícia é que dá para evitar que nós nos tornemos velhinhos e velhinhas ranzinzas no futuro se mudarmos a forma como encaramos as coisas desde já. E a principal delas envolve o que os pesquisadores chamaram de “desengajamento objetivo”, ou a decisão de abrir mão de certas metas quando for o caso. O pesquisador Carsten Wrosch deu dicas nesse sentido para o site TheAtlantic.com. Listamos algumas delas:

1. Assuma a responsabilidade pelos seus próprios erros.

Segundo Wrosch, a amargura é consequência de experiências ruins (como falhas, decepções ou fracassos) que são considerados fora do controle. A pessoa se sente vítima do mundo e acha que é impotente frente às situações. Quando reconhecemos que a culpa por coisas assim terem acontecido às vezes é nossa, podemos nos sentir arrependidos e tristes por um tempo – o que é normal, mas passa e, se permitirmos, acaba nos ajudando a tomar decisões melhores no futuro. (Desde que você não pese a mão na autocrítica e comece a se condenar eternamente, como já dissemos anteriormente) Já quando jogamos a culpa em outra pessoa, podemos sentir uma raiva e/ou amargura que vai se acumulando com o tempo.

2. Se você falhou em um objetivo, seja razoável e avalie suas reais chances de conseguir alcançá-lo antes de decidir tentar de novo.
É preciso ser realista. É claro que, muitas vezes, vale a pena persistir em um objetivo e tentar muitas outras vezes até consegui-lo. Passar no vestibular, conseguir uma promoção ou arranjar um emprego em uma área que você deseja pode exigir esforço e muitas tentativas fracassadas antes. Afinal, essas coisas não são fáceis. Mas pode haver ocasiões em que não há muito o que fazer – e a melhor opção é desistir. Caso contrário, o preço a se pagar é a amargura.

3. Se o seu objetivo é pouco realista, parta para outras metas.
O “desengajamento” pode poupar você do fracasso recorrente e das emoções negativas que vêm associadas a isso. Pesquisas mostram que isso tem sido associado a níveis mais baixos de hormônios relacionados ao estresse e menos relatos de problemas de saúde. Mas que fique claro:isso não significa viver por aí sem objetivo – significa estabelecer novas metas. Fazer isso, por sua vez, promove níveis mais elevados de emoções positivas nas pessoas.

4. Se você já costuma culpar outras pessoas, faça as pazes com ela
Além de tomar a responsabilidade pelas coisas que você faz e parar de culpar outros, é importante também fazer as pazes com a pessoa que você costuma culpar pelas suas derrotas. Muitas vezes, você vai precisar delas para resolver o problema (como em um casamento em crise, que necessita do trabalho de ambos os cônjuges para dar certo).

Nota: A amargura também pode ser resultado de algum estresse pós-traumático. Nesse caso, a pessoa se sente intensamente injustiçada e impotente e aí é necessário procurar ajuda psicológica.

fonte: Super Interessante

Viver o caixão

Em uma jogada, quando o caixão sai como última carta diante de uma questão feita e quando sinto necessidade de identificar, tiro pelo menos mais uma, a fim de verificar o que virá. Dependendo da intenção do jogo, mentalizada no ato de embaralhar, esta carta apresentará claramente a questão, mediante sua ligação com as demais cartas e/ou com a casa que ela sair no método que for utilizado. A leitura se fará em quaisquer aspectos, seja afetivo, profissional, saúde, espiritual ou material.Como meditação, refletirmos naquilo que precisa ser trabalhado em nós em relação a perdas, fins de ciclo (que geram mudanças), luto psicológico decorrente dessas vivências ou até morte física.

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Refletindo com o caixão:

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Viver o caixão é viver o processo de um momento que termina, e esse término, essa mudança surge aos poucos ou de súbito, algo que perde o valor, o gosto, que vai morrendo, como a planta que não recebe água, o animal que não se alimenta no pasto ou algo que nos é tirado, ainda que contra nossa vontade ou mudança de crenças, valores, paradigmas, surgindo então um novo ser, em despertar.

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Abre-se novo ciclo, para caminhos espinhosos, tortuosos , íngremes, pesados ou floridos e perfumados, de conquistas, realizações, vitorias e novas aspirações.

Viver a dor da perda é morrer para renascer. Viver o fim da dor é libertar-se rumo a novos horizontes.

Em ambos os casos, exercitar a aceitação das leis da Vida, sem que deixemos de agir, recordando que somos seres dinâmicos, em constante necessidade de mudanças.
As folhas no outono caem pelo processo natural de que é chegada a hora, e assim nos transmitem a lição de que, após as “perdas outonais” e o luto frio do inverno, chegará a primavera, anunciando nova vida.
Viver o caixão é viver mudanças, inicio e fim e cada um de nós experienciamos as nossas no mundo que muda a todo instante.

 

Foto Tato Cunha

foto:  Tato Cunha