Caixão e Rainha de Copas

 

 

Olhar o fim de um ciclo, de uma crença que morre, valores que hoje já não fazem mais sentido, uma nova fase de vida, com os olhos da Rainha de Copas, é perceber-se identificado com os próprios recursos, a ponto de compartilhá-los com os outros, em um processo de interação com o meio através da interação consigo mesmo. E surge a crise e vem o ensejo de crescer. As emoções para se harmonizarem perturbam-se profundamente, em um desafio interno de autoconhecimento e libertação das próprias amarras. A Rainha que prende-se, amarra-se, vincula-se, sofre duas vezes, senhora da afetividade, depara-se com o ensejo de crescer.

 

 

 

 

Caixão e Rainha de ♥: Momentos de ressentimentos e emoções negativas ‘morrerem’ ou melhor, transformarem-se, feito a água límpida que ao ser lançada no interior de um vaso sujo de terra e imediatamente sair turva através do orifício em seu fundo, após alguns minutos, novamente tornar-se límpida. A terra: os esforços, a crise, para onde o caixão segue, aquela que o caixão abraça. A água, o elemento que límpido, depois turvado pelos esforços e um processo que a terra simboliza, tornando-se renovada e pura – a essência de nossos sentimentos !
Identificar essa Rainha de Copas vivendo o caixão e dessa vivência direcionar passos firmes adiante, sem medos, é convite da Vida, a fim de vivê-la com mais qualidade.

 

Lovers Tarot. Jane Lyle

Lovers Tarot. Jane Lyle

 

A Torre da Destruição-Ressignificando a Vida

Interessantíssimo texto sobre o “desengajamento objetivo”. Tudo a ver com o processo libertador proposto pelo ARCANO 16 – A TORRE. 
É preciso viver este arcano em muitos momentos, muitos ciclos de nossas vidas, como experiência  que nos enseja crescimento pessoal.
Muitas vezes é preciso que algo destrua-se a fim de renovar, e dói…como dói…
Ainda que doa, assuste, ela liberta, traz novas oportunidades de entender a nossa própria vida, mas perceber essa mensagem do universo é opção pessoal, o sim e o não dependerá de cada um de nós.
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O raio, uma força que sobrepuja as nossas, que fulmina a torre, esta se parte, quebra sem volta ! Homens caem, como aqueles que temos guardados dentro de nós, em quartos que deixamos com porta cerradas, mas que na destruição de todo o edifício que mantemos muitas vezes por medo, se rompem. Os homens caem ao solo em um choque que promove transformação.

A vegetação verde e viva no chão sinalizam o renascer que surge após a quebra total, vida nova!

 

Arcano A Torre – Burdel

Muitas vezes pessoas se tornam amargas na vida futura por sonhos mal pensados e focos, metas alimentadas erroneamente. O texto fala das mais velhas, mas é notório um número grande de jovens amargos perante si mesmo e consequentemente perante a vida.

 

The Tower – The Golden Tarot

 

fonte: Conversando con el ser uno

“Desengajar para estabelecer novas metas e não para ficar sem objetivos”, essa é a proposta.

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Senti esse texto como que um convite a REssignificar nossos anseios pessoais, libertando-nos de nossas próprias algemas.
Vale muito ler!

Nunca desista dos seus sonhos

” Muitos de nós crescemos ouvindo apresentadores de TV, cantores, personagens de programas infantis e toda espécie de espalhadores profissionais de clichês repetindo à exaustão o mantra: “nunca desista dos seus sonhos”. Há variações, como “persiga os seus objetivos até o fim” ou “tenha fé, que um dia você vai chegar lá”.  Como sempre, sabemos que a intenção é boa – e é importante receber encorajamento desse tipo. Mas é preciso ser racional e equilibrado. Não queremos destruir o sonho de ninguém, mas a ciência nos insta a dizer: nem sempre você vai alcançar os seus objetivos e é preciso aceitar isso. Senão, corre o risco de se tornar um velhinho ranzinza e amargurado.

Séries e filmes vivem explorando a figura do velhinho ranzinza, como Shit my Dad Says e Up. Personagens assim fazem sucesso e parecem divertidos na cultura pop, mas vamos combinar que ninguém curte se imaginar virando um desses na vida real. A amargura na idade avançada não é um comportamento normal que acontece com todo mundo, e sim um indício de depressão. Um estudo da Universidade de Colúmbia Britânica feito pelos psicólogos Erin Dunne e Carsten Wrosch sugere que, no geral, uma das principais causas do mau-humor é essa coisa de perseguir incansavelmente um objetivo que você nunca será capaz de alcançar.

A boa notícia é que dá para evitar que nós nos tornemos velhinhos e velhinhas ranzinzas no futuro se mudarmos a forma como encaramos as coisas desde já. E a principal delas envolve o que os pesquisadores chamaram de “desengajamento objetivo”, ou a decisão de abrir mão de certas metas quando for o caso. O pesquisador Carsten Wrosch deu dicas nesse sentido para o site TheAtlantic.com. Listamos algumas delas:

1. Assuma a responsabilidade pelos seus próprios erros.

Segundo Wrosch, a amargura é consequência de experiências ruins (como falhas, decepções ou fracassos) que são considerados fora do controle. A pessoa se sente vítima do mundo e acha que é impotente frente às situações. Quando reconhecemos que a culpa por coisas assim terem acontecido às vezes é nossa, podemos nos sentir arrependidos e tristes por um tempo – o que é normal, mas passa e, se permitirmos, acaba nos ajudando a tomar decisões melhores no futuro. (Desde que você não pese a mão na autocrítica e comece a se condenar eternamente, como já dissemos anteriormente) Já quando jogamos a culpa em outra pessoa, podemos sentir uma raiva e/ou amargura que vai se acumulando com o tempo.

2. Se você falhou em um objetivo, seja razoável e avalie suas reais chances de conseguir alcançá-lo antes de decidir tentar de novo.
É preciso ser realista. É claro que, muitas vezes, vale a pena persistir em um objetivo e tentar muitas outras vezes até consegui-lo. Passar no vestibular, conseguir uma promoção ou arranjar um emprego em uma área que você deseja pode exigir esforço e muitas tentativas fracassadas antes. Afinal, essas coisas não são fáceis. Mas pode haver ocasiões em que não há muito o que fazer – e a melhor opção é desistir. Caso contrário, o preço a se pagar é a amargura.

3. Se o seu objetivo é pouco realista, parta para outras metas.
O “desengajamento” pode poupar você do fracasso recorrente e das emoções negativas que vêm associadas a isso. Pesquisas mostram que isso tem sido associado a níveis mais baixos de hormônios relacionados ao estresse e menos relatos de problemas de saúde. Mas que fique claro:isso não significa viver por aí sem objetivo – significa estabelecer novas metas. Fazer isso, por sua vez, promove níveis mais elevados de emoções positivas nas pessoas.

4. Se você já costuma culpar outras pessoas, faça as pazes com ela
Além de tomar a responsabilidade pelas coisas que você faz e parar de culpar outros, é importante também fazer as pazes com a pessoa que você costuma culpar pelas suas derrotas. Muitas vezes, você vai precisar delas para resolver o problema (como em um casamento em crise, que necessita do trabalho de ambos os cônjuges para dar certo).

Nota: A amargura também pode ser resultado de algum estresse pós-traumático. Nesse caso, a pessoa se sente intensamente injustiçada e impotente e aí é necessário procurar ajuda psicológica.

fonte: Super Interessante

Âncora e Sete de Paus

 
Por vezes é preciso deixar de lado opiniões alheias, onde muitas não passam de movimentos egoístas em que impõem as próprias vontades no que acham ser melhor para ti, dessa forma, tudo reflete, mas a decisão é sempre tua, de acordo com teus conteúdos e vivências. 
Confia em ti mesmo e segue adiante, encontrando teu porto seguro.
 
Âncora Lenormand
Rider Waite Tarot
 
 

Hoje (Arcano O Louco)

Assumir a trouxa que carregas é dar-te conta, através da consciência de ti mesmo, que passo a passo, a caminhada se apresenta como senda libertadora e que os conteúdos internos, impressos na realidade íntima de cada um de nós, são os maiores bens que trazemos e jamais perdemos .
Acertos e erros ? Seria melhor o que funciona e o que não funciona, isso tudo faz parte do processo.
A alma anseia, esperneia, grita pelo novo.
Permitir a rebelião interna para encontrar um caminho que surge é exercitar-se a si mesmo, sem máscaras, sem julgamentos, ainda que doa, ainda que o caos surja.
Hoje o caminheiro está diferente, em uma estrada diferente e vivendo o momento mais importante de sua vida: o início, a mudança, o hoje !

Modern Tarot: The Fool

Último dia do ano: fechando ciclos !

Ontem , quase meia noite de hoje, refleti em algo bem curioso:

Último dia do ano regido pelo Arcano 13 – A Morte no tarô: fim de ciclo, término, novos horizontes.

Arcano 13 A Morte
 
Orixá Nanã Buruquê
 e pelo Odu* 13 Ejiologban, Odu de Nanã, Senhora dos Primórdios, Orixá dos pântanos e mangues. Senhora da Morte ! Com influência de seu filho Obaluaê, senhor da doença e da cura.
Odu que traz a mensagem quando nada há mais o que fazer, senão mudar, transformar, renascer!
 
 

 

Obaluaê
 
Elementos do dia: terra e água, que juntas formam a lama.
Dia de todos os deuses da terra e da água, dos seres que esses elementos se manifestam, das Ondinas e dos Gnomos e Duendes.

Quer uma dica?

Escolha um vaso que mais lhe chame a atenção, ou uma planta em sua casa, coloque um pouco de mel, gengibre ou leite e evoque os Elementais da Terra, rogando que eles lhe auxiliem nesse processo de mudança de ciclo, protegendo, promovendo mudanças energéticas em você, seu lar, etc.

Ou você pode ir a um lago, lagoa, mar, cachoeira e evoque a presença dos Elementais da Água, as Ondinas, entregando perfumes, essências, flores, mel, etc e fazendo os mesmos pedidos.

A tradição de louvar a Senhora das Cabeças , Iemanjá é mais que bem vinda !

 
A palavra para hoje é FINALIZAR ! Finalizemos em nossos corações o que não nos é útil, joguemos fora ou doemos aquilo que não tem mais função em nossas casas, escritórios, etc. 
Dia de limpeza, de buscar a espiritualidade.
Hoje é somente  a FÉ VERDADEIRA que moverá energias para vitória logo à frente. Dia de tranquilizar-se, buscar aquilo que nos agrada. De louvar, agradecer por tudo.
Que Nanã nos cubra com sua misericórdia rogando a seu filho Obaluaê nos traga saúde, paz e equilíbrio espiritual, aos que buscarmos verdadeiramente.

*caminho

 
Que aproveitemos bem essa data  para finalizar o que precisa ser finalizado, com as bênçãos de Nanã e seu filho Obaluaê.
Axé ! Axé ! Axé !

Arcano 20 O Julgamento

Chega um momento em que nossa mente clama pelo melhor, nossos olhos pela luz, nosso coração pela paz. O momento de revisarmos  as “ gavetas de nosso armário”,  é o instante do incômodo. Quando algo nos move na intimidade, quando algumas coisas perdem o sentido, que, na verdade, estão começando a fazer.  É, e isso dói ! E quem disse que não dói arrancar um siso que precisa ser extirpado, tem jeito ? tem ! arrancá-lo !
Armados de coragem, é hora de agirmos por nós mesmos e,  honestamente, buscarmos identificar o que se encontra nessas “ gavetas”, retirando o que não nos é mais útil, renovando-nos então no libertador  desapego . O processo não é mágico, mas uma vivência que requer tempo, exercício, verdade e auto amor.
Sair do estágio do “ eu não preciso mudar, tudo está ótimo”, despertando para uma realidade muitas vezes desafiadora, mas é NOSSA ! E como é bom apropriarmo-nos de nós mesmos, sem  ilusões, nem dependências psicológicas.  E surge o alívio, e começamos a perceber os momentos de paz interior, que surge como consequência dessa organização, avaliação de nós próprios.
O anjo que toca a trombeta, surgindo em meio às nuvens, é a convocação do nosso eu interno, que clama por renovar-se e nós, em um movimento inerente, curvamo-nos perante o sagrado que jaz em nós dizendo um sim para um novo olhar. 
 
Há uma mensagem que expressa bem esse aspecto de avaliar e reavaliarmo-nos para melhorar. Como disse no início: Chega um momento em que nosso coração clama pelo melhor, nossos olhos pela luz, nossa mente pela paz. Não importa o quanto, mas que seja vivido, do nosso jeito. 
Hora de vivê-lo !

 

Arcano 20 O Julgamento, Ancient Italian Tarot

Questão de Escolha 

Na faixa mental em que você atua, é natural que receba as mensagens com o mesmo teor vibratório como as envia.
Quem aspira à elevação moral e espiritual, sintoniza com vibrações superiores, que se fazem estímulos vigorosos, produzindo harmonia interior e renovação.
Da montanha, a visão da paisagem é mais ampla e o ar mais saudável.
Quem se demora no pessimismo, acalentando insucessos, assimila ondas inferiores, que carreiam miasmas pestilenciais, fixando-os nos painéis da emoção, que geram desequilíbrios e enfemidades.
No vale, a faixa de liberdade é menor e o campo de ação mais abafado.
Entregando-se a Deus – ” a onda de comprimento nulo e de frequência infinita” – você se transfere psiquicamente, onde se realiza plenamente.
Atormentando-se com dúvidas e paixões dissolventes, onde as distonias desalentam ou aceleram o ser, você tomba, mentalmente, nas demoradas faixas das sensações inferiores, nas quais se desarticula.
O céu está ao seu alcance.
O inferno encontra-se a um passo de você.
É questão de escolha…
Quando você sorri com alegria, os seus equipamentos se descontraem.
Quando você se encoleriza, todos os seus implementos recebem altas cargas vibratórias destrutivas.
A felicidade começa no ato de desejá-la.
A desdita se inicia no instante em que você lhe dá guarida.
Utilize bem o seu tempo, tudo fazendo para que o seu momento seguinte seja-lhe sempre mais promissor e agradável.
O que não alcance agora, insistindo, conseguirá depois.
Eleja, portanto, os ideais de engrandecimento humano e não se detenha nunca.

Autor: Marco Prisco
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Ementário Espírita


Para meditar: