Oxum e eu. O encontro com o orixá

Há alguns dias, tive a bênção de ler a experiência de um homem, sacerdote de ifá, servidor dos orixás há 45 anos, Bàbàláwo Ifágbaiyín Agboola: Gilmar Oliveira.

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Bàbàláwo Ifágbaiyín Agboola

Uma experiência que tenho certeza não por acaso ter sido compartilhada em sua time line e  perfeita para uma reflexão que já trago faz tempo na intimidade e que desejava escrever.

Com a devida permissão e para publicar suas linhas, abaixo segue a narração.

Uma experiência narrada com a pena da verdade e a tinta das emoções, que me tocaram profundamente.

Ao Bàbàláwo Ifágbaiyín, o meu muito obrigado. Adupé !

 

Oxum e eu…

Na véspera da minha viagem para Nigéria, alguns amigos me perguntaram qual seria a razão da minha ida ao território Yoruba, respondi que a única razão naquele momento era ver Oxum.

Quando cheguei à casa da minha família, na cidade de Lagos, alguns dos meus irmãos, babalawos, me perguntaram qual a razão da minha viagem, e eu respondi,viajei do Brasil para ver Oxum.

Depois dessa conversa com meus irmãos, me foi dado carinhosamente um apelido: “Baba Osun”.

Em princípio achei um pouco diferente a brincadeira, e não entendi a razão do apelido.

Alguns dias se passaram, e viajamos para Osogbo, eu não sabia o que me esperava, mas sempre que alguém me perguntava, qual a razão da minha viagem à Nigéria, eu respondia, ver Osun.

No dia da festa de Oxum, tirei várias fotos, fiz vários filmes, e vivi momentos inesquecíveis, consegui em meio a milhares de pessoas chegar à beira do rio, e lavar a minha cabeça, enquanto fazia meus pedidos para Oxum.

Depois de várias horas, participando das festividades, decidimos voltar, pretendíamos fazer algumas compras em Ibadan.

Na caminhada de volta, saindo do santuário de Oxum, me perdi dos meus companheiros, e nosso grupo foi dividido. Por uma estranha situação, vários homens armados, que faziam a segurança de um político importante, geraram uma certa inquietação em meio às comemorações (eu desconhecia o fato de ter acontecido naquela semana um atentado terrorista na capital), me afastei do grupo sem perceber em meio à confusão.

Caminhando de cabeça baixa, olhando em minha máquina as fotos que já tinha tirado, distraído, fui levado pelo destino ao encontro dela.

Levantei a cabeça, e ela estava diante de mim!

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A emoção não impediu, que eu tirasse uma bela sequência de fotos.

Tudo que eu disse, aconteceu como por milagre. Em meio à confusão, tomei o caminho errado, e fui em direção a um lugar privado, me deparando com a razão da minha viagem. Nesse momento a segurança dela se perdeu, eu também estava perdido, mas ela me encontrou.

Sei que em pouco tempo as fotos aqui postadas, vão correr o mundo, e muitos serão aqueles que vão se dizer proprietários das mesmas, as fotos podem ser levadas, mas a emoção que vivi jamais alguém vai me tirar.

Bàbàláwo Ifágbaiyín Agboola.”

 

Diante de tudo isto, fica a reflexão para todos que fomos escolhidos pelos orixás:1431297072339

Como está minha relação com meu orixá? Apenas nas vestes, perfumes?

Que movimentos faço em meu dia a dia que fomentam esta relação?

Eu de fato encontrei meu orixá?

Eu de fato, sinto os orixás?

Qual minha postura em relação à estas forças da natureza?

Que consciência tenho dessas energias em minha vida?

Se ainda não tens estas respostas e as mesmas não interessarem, vale refletir no que estás fazendo, a quem (se) estás louvando e o que precisa mudar.

Consciência é também compromisso e compromisso é vida!

Certamente, ao sintonizarmos com nossa própria essência, portanto com nossos orixás, estaremos ensejando o grande e verdadeiro encontro, rumo à um equilíbrio interior e consequentemente dispondo das ferramentas para viver melhor e com mais qualidade !

Asé !
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