Viver o caixão

Em uma jogada, quando o caixão sai como última carta diante de uma questão feita e quando sinto necessidade de identificar, tiro pelo menos mais uma, a fim de verificar o que virá. Dependendo da intenção do jogo, mentalizada no ato de embaralhar, esta carta apresentará claramente a questão, mediante sua ligação com as demais cartas e/ou com a casa que ela sair no método que for utilizado. A leitura se fará em quaisquer aspectos, seja afetivo, profissional, saúde, espiritual ou material.Como meditação, refletirmos naquilo que precisa ser trabalhado em nós em relação a perdas, fins de ciclo (que geram mudanças), luto psicológico decorrente dessas vivências ou até morte física.

 baralho Chas Bogan Untitled Lenormand

baralho Chas Bogan Untitled Lenormand

 

Refletindo com o caixão:

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Viver o caixão é viver o processo de um momento que termina, e esse término, essa mudança surge aos poucos ou de súbito, algo que perde o valor, o gosto, que vai morrendo, como a planta que não recebe água, o animal que não se alimenta no pasto ou algo que nos é tirado, ainda que contra nossa vontade ou mudança de crenças, valores, paradigmas, surgindo então um novo ser, em despertar.

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Abre-se novo ciclo, para caminhos espinhosos, tortuosos , íngremes, pesados ou floridos e perfumados, de conquistas, realizações, vitorias e novas aspirações.

Viver a dor da perda é morrer para renascer. Viver o fim da dor é libertar-se rumo a novos horizontes.

Em ambos os casos, exercitar a aceitação das leis da Vida, sem que deixemos de agir, recordando que somos seres dinâmicos, em constante necessidade de mudanças.
As folhas no outono caem pelo processo natural de que é chegada a hora, e assim nos transmitem a lição de que, após as “perdas outonais” e o luto frio do inverno, chegará a primavera, anunciando nova vida.
Viver o caixão é viver mudanças, inicio e fim e cada um de nós experienciamos as nossas no mundo que muda a todo instante.

 

Foto Tato Cunha

foto:  Tato Cunha

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